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Vamos admitir logo de cara: assumir os próprios erros é um ato de coragem, mas carregar culpas que não são suas, um ato de desequilíbrio.

Por mais bem intencionado que alguém seja, algumas relações não foram feitas para durar. Elas passam pelas nossas vidas somente para nos ensinar que alguns sentimentos não valem a pena. Trata-se, nesses casos, da oferta do conhecimento empírico, de um jeito nada convencional.

Assumir falhas, terminar relacionamentos e colocar um ponto final em situações abusivas deveriam ser encaradas como naturais. O que não significa ser algo fácil de ser realizado.

Somos orgulhosos por natureza e medrosos por pura opção. Por medo da solidão, frequentemente causamos danos à nossa própria alma e perdemos a noção dos próprios limites, do respeito mútuo e do amor recíproco. Achamos melhor carregar fardos de culpas desnecessárias do que encaramos um fim de relacionamento. O problema é que com isso, nos distanciamos da própria personalidade e comprometemos a nossa felicidade.

Encare a verdade: há situações que não existem culpados e a solução de todos os problemas não está em suas mãos. Então, apenas relaxe e deixe as coisas seguirem seu fluxo. O fato do relacionamento não ter dado certo, do seu melhor amigo se afastar ou de você ter sido traído, não deveria te abalar. As atitudes revelam o comportamento de quem as cometem e não de quem as sofre.

Não será por causa da sua aparência, muito menos por algo que você disse que fará alguém te trair ou se afastar de você. As pessoas agem conforme o próprio interesse e algumas coisas não acontecem porque, simplesmente, não eram para ser.

Para sermos, verdadeiramente, felizes precisamos encarar os erros como aprendizagens e não como uma condenação de infelicidade eterna. Viver a traição, o término ou a decepção como experiências é ter a oportunidade de ser feliz sem traumas. É ter autonomia para decidir o que queremos, e o que não, para a própria vida. É entender que bagagem pesada a gente leva na viagem, não na vida.

Por hoje, apenas relaxe. Peso não é interessante nem no corpo, imagine na alma.